RGE Sul

07/01/2019

Sport Club Internacional adere ao mercado livre de energia e projeta reduzir custos

Jefferson Klein

 

O amante de futebol vê o estádio do seu time do coração como um lar. Dentro desse princípio, o torcedor colorado vai ficar feliz em saber que seu clube está cuidando de algo que preocupa qualquer casa: a conta de luz.

 

Para diminuir seus gastos, o Sport Club Internacional decidiu ingressar no mercado livre de energia (formado por grandes consumidores que podem escolher o seu fornecedor de eletricidade) para atender a todo o consumo do Beira-Rio.

 

O vice-presidente de Administração do Inter, Alessandro Barcellos, antecipa que a solução encontrada gerará uma economia na ordem de R$ 1 milhão por ano.

 

O dirigente informa que, a partir de março, o clube já estará consumindo energia do mercado livre.

 

Assim, o Beira-Rio deixará de ser um consumidor cativo da CEEE-D, tendo que pagar para a concessionária apenas pela conexão na rede (chamado no jargão do setor elétrico de "pagar o fio"), um valor que é bem mais módico do que a conta original. Barcellos salienta que os contratos com as novas fornecedoras de energia foram firmados para os próximos cinco anos.

 

Em 2019, quem fornecerá a eletricidade para o Internacional será o Grupo Electra e, posteriormente, de 2020 a 2023, será a Cemig.

 

O gasto do Internacional com a luz sofre oscilações sazonais, mas é estimado entre R$ 400 mil a R$ 450 mil por mês (levando em consideração o Beira-Rio e o Parque Gigante - onde se encontra o Centro de Treinamento do clube e que equivale a menos de 10% do valor total). Barcellos revela que, depois de consolidar a migração do estádio, a ideia é tomar a mesma atitude com o Parque Gigante ou aproveitar a geração fotovoltaica para abastecer o complexo.

 

A Perfil Energia foi a empresa que auxiliou o Inter a fazer a transição para o mercado livre. O gerente de negócios da companhia, Luiz Alberto Krummenauer, detalha que a energia que alimentará o Beira-Rio, dentro desse ambiente, será proveniente de fontes renováveis, como eólica, solar, pequenas centrais hidrelétricas ou biomassa (queima de matéria orgânica). "Por isso, a Perfil tem uma sistemática de certificar os seus clientes com base em protocolos internacionais de emissão de gases que provocam o efeito estufa (como o de Kyoto)", comenta.

 

Krummenauer complementa que a certificação é feita por uma empresa independente de auditoria e que todo ano, a partir de 2019, o Inter receberá um certificado informando quantas toneladas de gases que contribuem para o efeito estufa o clube deixou de emitir por adquirir uma energia renovável.

 

O vice-presidente de Administração do Internacional cita, ainda, entre outras ações adotadas no Beira-Rio relativas à sustentabilidade, a instalação de membranas, durante a reforma do complexo, que servem para captar a água da chuva, reduzindo o consumo de água. Barcellos lembra, também, que a estrutura possui uma central de resíduos e convênio com uma cooperativa de catadores (Catapoa) para reciclar os detritos que são produzidos nos dias de jogos.

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Fonte: Jornal do Comércio - RS - Jefferson Klein

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